De acordo com a Toyota, as vendas do Prius – primeiro carro híbrido a ser produzido em massa – ultrapassaram um milhão de unidades. Para ser mais exato, de acordo com a companhia, foram vendidos 1.028.000 carros até Abril deste ano. Actualmente, o Prius tem vendas significativas em quarenta países, particularmente no Japão e nos EUA.

A ter como base os dados colectados até o dia 30 de Abril, a Toyota acredita que os Prius vendidos por todo o mundo contribuíram para que aproximadamente 4,5 toneladas de gás carbónico não fossem emitidas para a atmosfera.
A Toyota ganhou fama por fazer carros com bom aproveitamento de combustível, mas o risco da marca japonesa têm sido os bons bebedores Tundra e Sequoia.

Para ajudar e amenizar a situação, os engenheiros da Toyota estão a criar o projecto de um motor de 4,5 L a biodiesel que irá melhorar substancialmente o aproveitamento de combustível das picapes.
Como será que a Ford e a GM irão reagir a este importante passo?

A General Motors está a iniciar, nos Estados Unidos, uma experiência de mercado muito ambiciosa. Vão utilizar unidades do Chevrolet Equinox, uma SUV, com motor de célula de combustível alimentado por hidrogénio.
O seu nível de emissão de poluentes é nulo; a única coisa que sai pelo escapamento é vapor d'água.
A GM chama isto de 'Projecto Driveway', e pretende comprovar, com essas experiências, que é viável o uso cotidiano destes veículos.
Em Washington D.C., as chaves foram entregues a dois felizes voluntários do programa, que só tiveram o trabalho de responder a um questionário num posto Shell em Benning Road. Eles vão juntar-se a alguns californianos e nova-iorquinos que já estão a participar do projecto.
O projecto “Driveway” já tem a maior frota do mundo em veículos a célula de combustível.


E a batalha pelas emissões mínimas de CO2 com o máximo de eficiência continua...
Actualmente, tanto o Citroën C1 como o Peugeot 107 (ambos franceses) utilizam um motor 1.0 a gasolina de 3 cilindros e 68 cv, de origem Toyota. Mas os franceses agora querem motores desta cilindrada e configuração, mas que teham entre 70 e 100 cv, e com emissões de CO2 abaixo de 100 gramas por quilómetro.
O motor actual de 68 CV emite 109 gramas/km. Ter no 'cardápio' um motor 1.0 de 100 cv é algo que irá enterrar de vez os modelos 1.4 produzidos pelo grupo.
Eles não deram os detalhes de como vão conseguir 100 cv/Litro.
Serão montadas duas linhas de produção para estes motores: uma em Trémery (França) para 2011 e outra no Leste Europeu, em local ainda a definir.
A força produtiva do grupo também vai mobilizar as fábricas de Trnava (Eslováquia), Kolin (Rep. Checa, compartilhada com a Toyota) e Bursa (na Turquia).

Os ingleses do Channel 4 informam que a GM fará um anúncio relacionado ao Chevy Volt quando abrirem as cortinas da edição 2008 do famoso Mondial de l'Automobile (ou Paris Motor Show), que acontece em Outubro.
Diz o Channel 4 que a versão de produção para os Estados Unidos do carro movido a electricidade, o Chevy Volt, será apresentada na Cidade-Luz.
Isto já é uma notícia grande por si só, e o que alguns estão a perguntar é se a GM irá aproveitar a ocasião para dizer para os europeus quando é que eles vão receber uma versão E-Flex de algum carro da Opel. Ou eles vão deixar isto para o Salão de Detroit, em Janeiro? Hmmm...
O seu carro é a álcool? Gostaria de economizar ainda mais no combustível? O E-Fuel tem este intuito, já que promete transformar açúcar, água e cereais em etanol numa questão de horas.

Apesar de não ter uma eficiência muito alta – aproximadamente 10% – o produtor de combustível pode ser muito útil a longo prazo, já que o investimento de dez mil dólares não é muito alto se tiver uma plantação de cana-de-açúcar em casa (?) e precisar usar grandes quantidades de combustível.
No mês passado eu fiz um post a dar a notícia de que a Renault estava a desenvolver um carro eléctrico para o Project Better Place, mas ninguém havia visto o carro até ontem, dia do seu lançamento, em Tel Aviv.

O carro tem uma autonomia de apenas 200km, e é neste momento que o sistema de postos do Project Better Place começa a fazer sentido (
clique aqui para saber mais).
O sistema de carregamento de baterias só começa a funcionar na Dinamarca e em Israel em 2010 ou 2011, o que faz com que nenhum destes carros eléctricos desenvolvidos pela marca francesa seja vendido comercialmente – os investimentos de aproximadamente um bilhão de dólares feitos pela parceria entre Renault e Nissan só irão colher frutos a longo prazo.
Cientistas da General Motors reviveram um antigo sonho de laboratório dos anos setenta, trata-se da “ignição por compressão de carga homogénea” – HCCI – e pensam que a tecnologia é uma alternativa viável para a produção de motores híbridos.

O sistema funciona de maneira muito mais eficiente que os tradicionais motores a combustão, qqueimam combustíveis a temperaturas baixas demais para a produção de óxidos nitrosos e uma proporção menor na mistura de combustível e ar atmosférico.
Além de proporcionar uma óbvia melhora na redução dos gases do efeito estufa, o sistema ainda é de 25 a 30% mais eficiente na economia de combustível.
A empresa alemã que fabrica peças para automóveis ZF Friedrichshafen (eu aposto que se eu não tivesse escrito “SchopenhauerBeckenbauerBismarck” muitos teriam entendido melhor…) começará a construir ainda este ano motores eléctricos para uma versão híbrida do Mercedes Classe S.

No último Frankfurt Motor Show a Mercedes-Benz havia exposto uma linha de automóveis menos poluentes, que têm lançamento previsto para 2012. A excepção dessa linha foi um Classe S híbrido, que começará a ser produzido já no próximo ano.
O motor V6 terá um sistema que faz com que o carro utilize exclusivamente electricidade, quando em baixas velocidades, e electricidade e gasolina quando necessitar mais potência, como em um arranque ou em velocidades altas.

A produção de motores verdes será de trinta e cinco mil ao ano, e podem chegar a duzentos mil. De acordo com a Mercedes, o carro terá 299hp e conseguirá ir de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos.

De acordo com Lyle Dennis, fundador do fan-site GM-Volt.com, mais de vinte mil pessoas assinaram a “lista de espera” feita por ele. À título de comparação, a petição online a pedir a produção do japonês Mitsubishi i-MiEV no mercado norte-americano possui apenas mil trezentas e cinquenta assinaturas.
A lista serve apenas para informar a GM o seu interesse em adquirir o carro, que tem o lançamento previsto para 2010. Mesmo assim, eu tenho certeza que muitas das pessoas que colocaram o seu nome lá pagariam os trinta ou quarenta mil dólares que provavelmente o carro irá custar hoje mesmo, sem hesitar.